Diego Mouro São Bernardo, 1988

  • Biografia

    ''Diego, um virtuoso do traço e da cor, não faz de suas já reconhecidas qualidades técnicas e formais um valor em si. Herdeiro confesso dessa linha de tradição pictórica referida no final do parágrafo anterior, a qual considera sua “raiz forte”, nosso artista quer contar uma história, várias histórias, quem sabe, mais uns fiapos, fios soltos, de alguma daquelas incontáveis histórias sobre a gente negra e seus feitos que não puderam, não podem e não poderão ser contadas e que, por isso mesmo, precisam ser contadas.'' 

     

    — Ricardo Aleixo

     

    O trabalho de Diego Mouro parte dos rastros da ancestralidade afro-diaspórica para construir uma poética em que gesto, memória e espiritualidade se entrelaçam. Ao transitar entre o muralismo contemporâneo e a pintura de ateliê, sua prática se ancora em elementos do cotidiano popular, saberes tradicionais e práticas ritualísticas, evocando aquilo que resiste à passagem do tempo e permanece inscrito nos corpos, nos afetos e nas celebrações do povo. Sujeitos anônimos, vasos de flores, ícones religiosos, grupos musicais, e elementos da cultura material surgem em composições marcadas por um senso de suspensão: como se habitassem uma dimensão própria, entre a aparição e a dissolução, entre o visível e o intangível. Em suas obras, o gesto pictórico opera como um fio condutor entre o passado e o presente, entre o que foi esquecido e o que insiste em permanecer.  Com uma paleta sensível, soluções pictóricas voltadas para a alta densidade, e um vocabulário que atravessa o regionalismo, o sagrado e o popular, Diego Mouro transforma a pintura em território de reconexão e reinvenção — uma forma de afirmar a permanência do invisível, o direito à complexidade subjetiva e o poder dos símbolos em movimento.

    Sua exposições individuais incluem:  "Povoada" (2023, Museu Afro Brasil Emanuel Araújo, São Paulo – Brasil) e "E também as flores" (2024, Mitre Galeria, Belo Horizonte – Brasil). Mouro participou de exposições coletivas como: "Mães no imaginário da arte" (2023, Museu Afro Brasil, São Paulo – Brasil) e "Back to the City Festival" (2019, Johannesburgo – África do Sul).

     

  • Obras
    • Diego Mouro, aclariô, 2024
      aclariô, 2024
    • Diego Mouro, é andar devagarinho, 2024
      é andar devagarinho, 2024
    • Diego Mouro, lová, 2024
      lová, 2024
    • Diego Mouro, Undamba berê, berê, 2024
      Undamba berê, berê, 2024
    • Diego Mouro, Flores douradas na janela, 2025
      Flores douradas na janela, 2025
    • Diego Mouro, Te ouço em vento e flores, 2025
      Te ouço em vento e flores, 2025
    • Diego Mouro, A dança (The dance), 2026
      A dança (The dance), 2026
    • Diego Mouro, A rainha, a santa (The rainha, the saint), 2026
      A rainha, a santa (The rainha, the saint), 2026
    • Diego Mouro, Festa na terra (Celebration on Earth), 2026
      Festa na terra (Celebration on Earth), 2026
    • Diego Mouro, Festa no céu (Celebration in Heaven), 2026
      Festa no céu (Celebration in Heaven), 2026
    • Diego Mouro, Flores pra rainha (Flowers to rainha), 2026
      Flores pra rainha (Flowers to rainha), 2026
    • Diego Mouro, Indo buscar Sá Rainha (Going to Fetch Sá Rainha), 2026
      Indo buscar Sá Rainha (Going to Fetch Sá Rainha), 2026
    • Diego Mouro, O tambor que chama a rainha (The drum that calls the rainha), 2026
      O tambor que chama a rainha (The drum that calls the rainha), 2026
    • Diego Mouro, Sá Rainha é vista no mar (Sá Rainha is Seen in the Sea), 2026
      Sá Rainha é vista no mar (Sá Rainha is Seen in the Sea), 2026
    • Diego Mouro, Um lugar pra descansar (A place to rest), 2026
      Um lugar pra descansar (A place to rest), 2026
  • Exposições