Isa do Rosário Batatais, 1966
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Biografia
"O trabalho de Isa exige do público uma postura de desaceleração e escuta. Sua obra nos lembra que o tecido, quando manuseado com intenção e memória, é capaz de guardar histórias que a historiografia oficial apagou."
— Aline Fátima
Isa do Rosário desenvolve uma poética profundamente enraizada na ancestralidade negra, nas memórias familiares e coletivas e nas tradições orais. Tendo aprendido os ofícios do têxtil na infância ao lado de sua avó, a artista, benzedeira, poetisa, contadora de história e arte-educadora, consolidou uma prática dedicada ao resgate, à preservação e à celebração da cultura e do pensamento afro-brasileiro.
Rosário descreve sua produção como resposta a um chamado de escuta espiritual: antepassados que enfrentaram a travessia da calunga, encantados, entidades e orixás cujas vozes se mesclam à sua vivência e à sua imaginação. Como escreve Aline Fátima, “sua obra nos lembra que o tecido, quando manuseado com intenção e memória, é capaz de guardar histórias que a historiografia oficial apagou".
Ao alinhavar camadas de panos, linhas e desenhos, Isa do Rosário transforma a ação manual em um ato contínuo de reza, proteção e regeneração. Suas obras evocam as forças da natureza e os saberes ancestrais para criar portais de travessia, meditação e acolhimento, afirmando a continuidade, o amor e a vitalidade das narrativas negras.
Suas exposições individuais incluem: “Como a Terra Respira” (2025, Museu Afro Brasil Emanuel Araújo, São Paulo – Brasil) e a homenagem a Abdias Nascimento realizada na Casa da Cultura Abdias Nascimento, ‘‘Kilombo de Abdias 111 Anos’ (2025, Franca – Brasil). Participou de exposições coletivas e projetos como: 12ª Liverpool Biennial of Contemporary Art (2023, Liverpool – Reino Unido); “ANCESTRAL: Amefricanidades” (2024, Museu de Arte Brasileira, São Paulo – Brasil; 2024–2025, CCBB Belo Horizonte e Rio de Janeiro – Brasil); ”Dos Brasis – Arte e Pensamento Negro” (2023–2026, Sesc Belezinho, Petrópolis e Franca – Brasil); É co-autora de "Arrimo" (2023), coletânea de poesias de mulheres negras, “Lamentos Libertos” (2023), obra literária-visual que amplia sua pesquisa poética e ancestral, e “Gamela de Poesias” (2025).
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Obras
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Casa Encantada, 2023 -
Casa Encantada, 2023 -
Casa Encantada, 2023 -
A Árvore Sagrada, 2025 -
Exu Poder Preto n. 2, 2025 -
Lençóis Freáticos, 2025 -
O Machado de Xangô, 2025 -
O Portal das Benzedeiras, 2025 -
A mão cura, as crianças ajudam, 2022 -
Rios Elos, 2022 -
Iansã, 2022/2023 -
Ogum, 2022/2023 -
Ossaim, 2022/2023 -
Oxum, 2022/2023 -
Constelação Ares, 2023
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