Wallace Pato Rio de Janeiro, 1994
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Biografia
"Wallace Pato pinta o viver e o estar vivo como quem insiste na delicadeza. Nada surge para ilustrar o cotidiano, mas para expandi-lo emocionalmente. Existe uma recusa em aceitar que a vida seja reduzida à violência ou à falta. O que sua obra oferece é outra gramática: a do encontro, do desejo, da sensualidade da presença, da beleza que nasce entre amigos, músicas, amores, ruas, bebidas, quintais e excessos que fazem a vida."
— Keyna Eleison
Wallace Pato é um artista cuja obra se dedica a reconfigurar fragmentos essenciais — e nem sempre visíveis — da cultura brasileira, especialmente a partir das vivências e manifestações populares do subúrbio carioca e dos sertões brasileiros. Em suas pinturas, ganham forma as expressões, ritmos e símbolos que atravessam a memória coletiva de um país plural. As cenas de rua, as brincadeiras infantis, as festividades, as mesas de bares, as rodas de samba e os rituais afro-brasileiros são abordados como eventos pulsantes de celebração, resistência e pertencimento. Nesse sentido, sua prática assemelha-se à do cronista, criando imagens — marcadas pela vibração cromática e pelo gesto pictórico — que evocam episódios históricos e recortes da vida cotidiana, amalgamando personagens icônicos, corpos antônimos, cenas corriqueiras e figuras gravadas na memória afetiva do artista. No entrelaçamento entre gestualidade e narrativa, suas pinturas atmosféricas revelam um repertório que honra a espontaneidade, a espiritualidade e a potência inventiva de “seu povo”.
Suas mostras individuais incluem: "Prenúncio de Alento" (2026, Mitre Galeria, São Paulo – Brasil") “Dignidade como Utopia” (2023, Mitre Galeria, Belo Horizonte – Brasil), “À bença meus padrinhos” (2021, Mendes Wood DM, São Paulo – Brasil) e “Caminhei sobre a mãe, senti o braço” (2020). Participou de importantes exposições coletivas como: “Dos Brasis” (2023, Sesc Belenzinho, São Paulo – Brasil), “Histórias Brasileiras” (2022, MASP, São Paulo – Brasil), “Composição Carioca” (2022, Centro Cultural do Convento do Carmo, Rio de Janeiro – Brasil) e “Crônicas Cariocas” (2021, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro – Brasil).
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Obras
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Querelas do Brasil (Quarrels of Brazil), 2024 -
Antropofagia em Ramos (Anthropophagy in Ramos), 2026 -
Sem Título [Untitled], 2026 -
Âmago de nós (The core of us), 2024 -
Carcará cego do peito (Heart-blind carcará), 2024 -
De quando os homens se levantaram contra o céu (From when men rose up against the sky), 2024 -
Nas costas do Brasil (On the back of Brazil), 2024 -
Porta da Saudade (Door of longing), 2024 -
“Maior sururu” , 2024 -
Agarro os céus (Grasping the Skies), 2026 -
Contando estrelas (Counting Stars), 2026 -
Quase hora de acordar (Almost time to wake up), 2026 -
Sem título, 2026 -
Untitled, 2026 -
Untitled, 2026
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Exposições
